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DEIXEM O POVO DO MUNDO GRITAR

 

Já reparaste quão livre de tempo uma pessoa é
ao abordar uma nova língua?
Sim, tropeças em consoantes,
adias vogais,
sobrecarregadas de toda a armadura do teu desejo
pela conquista da expressão.
E sim, a tua língua é como
um bebé movendo-se aos solavancos no seu fundo.

Nesse caso, deixa cada um dos povos do mundo aprender
a língua excomunicada do seu vizinho,
sim, rastejar e agachar-se em esquinas,
perder o sono em estragar tudo,
já que é assim que os tempos serão deletados.
O passado não virá fluente na língua.
A língua de hoje ficará. Requererá pela paz,
derrubará todos os verbosde arame farpado.
O imperfeito jamais será tão perfeito
como quando parar de existir.

E fissura, fenda e ruptura serão
tornadas num todo na boca aberta.
Cada novo aprendiz terá a recordação
de corrigir construções,
melhorar um leito, rectificando o discurso.

Não haverá tempo para espalhar ódio,
já que as tribos serão ultrapassadas
pelas riquezas de todas as pedras fundadoras –

E através dos bebés em Babel
será erguida uma cangalha, uma cura de Línguas Unidas
em auto libertação, libertação em espalhar a semente.

Tradução de Alexandra Bernardo a partir da tradução para inglês de Joseph Clancy