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ENGATES

 

A vida é uma casa em ruínas. E tencionamos arranjá-la
e torná-la cómoda. Com as nossas mãos moldamo-la

até ao cimo. Até que por baixo disto prendemos uma arcada
que assistirá às idas e vindas da nossa vida sem céu,

dois segmentos tortuosos. Eles são embutidos juntos,
madeiras e concórdia. Vigas suaves, e vastidão.

Dois em contacto. É essa a arte que alimentamos ao dobrar
carne dobrada numa moldura. Casando os suaves engates

que por vezes se curvam num só. Obliquos sobre um mundo frio,
bosque oco flutuando paixão. Então armazena-se por um tempo.

E quão nítido o telhado, chiando amor às vezes,
Enquanto repreende o verme que se afaste e espere a sua vez.

Tradução de Alexandra Bernardo a partir da tradução para inglês de Joseph Clancy